Abrirei esta minha nova sala, com algo que muito me fez pensar... falo de um texto enviado por um amigo, que talvez tivesse como intenção somente permitir que eu o conhecesse, mas como num espelho me encontrei ali refletido e assim pude perceber que de tão diferentes nos tornamos iguais...
MÁSCARAS
Não se deixe enganar por mim. Não se engane com a máscara que uso, pois eu uso mil máscaras que tenho medo de tirar, e nenhuma delas sou eu. Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim, mas não se engane.
Eu dou a impressão de que sou seguro, de que tudo está bem e em paz comigo, que meu nome é confiança e tranqüilidade é meu lema; que as águas estão calmas e eu estou no comando sem precisar de ninguém. Mas não acredite nisso tudo. Por favor!
A minha aparência é tranqüila, mas é apenas uma aparência. É uma máscara superficial, máscara que sempre varia e esconde. Por baixo, não há tranqüilidade, complacência ou calma. Por baixo está o meu real, em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso, porque não quero que ninguém veja.
Fico em pânico ante a possibilidade de que a minha franqueza fique exposta e é por isso que eu crio máscaras, atrás das quais eu me escondo, com a fachada de quem não se deixa tocar para me ocultar do olhar que sabe. Mas esse olhar é justamente a minha salvação. Minha única salvação, e eu sei disto. É a única coisa que pode me libertar de mim mesmo, dos muros da prisão que eu mesmo levantei, das barreiras que eu mesmo, tão dolorosamente, construí. Mas eu não digo nada disso a você; não ousaria. Tenho medo. Tenho medo de que seu olhar não seja acompanhado de amor e aceitação. Tenho medo que você me menospreze, que você ria de mim, ferindo-me. Tenho medo de que, lá dentro, no interior de mim mesmo, eu não valha nada e que você acabe vendo e me rejeitando. Então, eu continuo a viver meus jogos de fingimento, com a fachada de segurança por fora e sendo uma criança tremendo, por dentro. Com o desfile de máscaras, todas vazias, minha vida se torna um campo de batalha.
Eu converso com você uma conversa superficial. Digo a você tudo o que não tem a menor importância e calo o que arde dentro de mim. De forma que não se deixe enganar por esta rotina, por favor, escute atentamente e tente ouvir o que não estou dizendo e gostaria de dizer; o que eu preciso, mas não sou capaz de dizer.
Eu não gosto de me esconder, honestamente não gosto. E, tampouco gosto de jogos tolos e superficiais que faço. Eu gostaria mesmo era de ser genuíno, espontâneo... eu mesmo! E você tem que me ajudar: segurando a minha mão, mesmo quando esta seja a última coisa que eu aparente necessitar. Cada vez que você tenta me compreender, procurando me ajudar, um par de asas nasce no meu coração. Asas pequenas, mas asas!
Com sua sensibilidade, afeto e compreensão, eu me torno capaz. Você me transmite vida. Não vai ser fácil para você. A idéia de que eu não valho nada vem de muitos tempos e criou muros fortes. Mas o amor é mais forte que os muros e aí está a minha esperança. Por favor, ajude-me a destruir estes muros com mãos fortes, mas gentis, pois a criança é muito sensível e eu sou uma criança.
E, agora, você poderia perguntar quem sou eu. Eu sou uma pessoa que você conhece muito bem, porque eu sou todo homem, toda mulher, toda criança, todo ser humano que você encontra.
AUTOR DESCONHECIDO
Saudade, amigo... tô de MSN novo!
ResponderExcluirAbraço,
Clédson